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O mais poderoso ímã do mundo

Ímãs, para a maioria da população, são vistos como uma curiosidade interessante, que merece atenção ocasionalmente, por alguns minutos. Pouca gente sabe que imãs têm lugar e hora para ser usados e apreciados, e que em diversas ocasiões, podem gerar problemas e prejuízos. São extremamente eficazes em desmagnetizar e inutilizar cartões de crédito, crachás e bilhetes de metrô, entre outros acessórios indispensáveis para a civilização atual. Há profissionais que valorizam uma chave de fenda magnetizada, mas que durante uma montagem de precisão de repente gera tração indesejável, desalinhando tudo, como resultado desse magnetismo. Felizmente, alarmes veiculares, fitas de áudio e vídeo já se tornaram obsoletos, e mesmo os cartões de crédito já estão migrando para processos mais confiáveis, baseados em interfaces eletrônicas.

Mas os inconvenientes listados, que podem ser facilmente contornados, não têm impedido que a cada dia nasçam novas aplicações para os ímãs. Conhecidos desde a antiguidade grega, da região da Magnésia, os ímãs experimentaram grandes evoluções na tecnologia de sua fabricação, ocorridas na década de 1.970, com a descoberta de uma liga, de Neodímio com Ferro e com Boro, cujo desempenho origina ímãs de alta energia, remanência estável, tudo compactado em substrato de densidade baixa. São atualmente conhecidos como os super-ímãs, viabilizando afluxo permanente de novidades tecnológicas.

 

Aplicações dos super-ímãs

Os micromotores de altíssima rotação já existem há algumas décadas, caracterizados por um lay-out simplificado, cuja tecnologia possibilita minimizar os enrolamentos de rotor, dispensar coletor e escovas, e proporcionar rotações comparáveis com as de motores a ar, mas com superior potência, nível de ruído cerca de 8 dBA inferior, e alimentado exclusivamente por eletricidade.

Os ímãs permanentes viabilizam altofalantes compactos de potência elevada, fones de ouvido de alta fidelidade, geradores de energia, tacômetros, válvulas eletro-assistidas, medidores de energia, e equipamentos de uso medicinal, e essas aplicações permanecem e franca expansão. De fato, a humanidade está acordando para o fato de que tem gerado e consumido energia com eficiência muito baixa, a começar dos combustíveis fósseis. É provável que novas alternativas energéticas, baseadas em motores e geradores de alta eficiência, modifique profundamente o relacionamento com o planeta, reduzindo as poluições química e térmica.

 

O maior dos imãs

Evidentemente, imãs gigantescos não são algo a se desenvolver em ambiente de hobby. Mirando em pesquisas científicas, nasceu o Split Florida-Helix Magnet, ímã gigante, com densidade de fluxo magnético estimada em 25 Tesla, o que equivale a 500 mil vezes a densidade do fluxo magnético gerado pelo planeta Terra. O nome Split refere-se à sua topologia, que possibilita inserir os materiais que se deseja sujeitar a teste no interior do circuito magnético. Inaugurado em 2.011 pelo Mag-Lab, entidade de pesquisas magnéticas instalada em Tallahassee/FL, EUA. Resultou de um projeto que levou 8 anos para ser concretizado, a um custo de US$ 2,5 milhões, embora a instalação e interligação de toda a infraestrutura de controle e pesquisas tenha exigido outros sete meses, de montagem e testes. Viabilizou, a partir de sua inauguração, ensaios inéditos em ótica, componentes semicondutores e células fotoelétricas, entre outras assuntos para pesquisas.

 

 

15 de agosto de 2016
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