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Desferrizadores e sua importância na fabricação de porcelanatos

O porcelanato é um dos tipos de revestimentos cerâmicos mais utilizados pela construção civil e teve sua origem na Itália, chegando ao Brasil no começo da década de 90. Este tipo de revestimento ganhou mercado devido às suas qualidades que são: elevada resistência mecânica, alta resistência ao ataque químico, alta resistência ao fogo, baixa
condutividade elétrica, fácil limpeza, alta impermeabilidade e alta qualidade de acabamento, compondo conjuntos decorativos de elevado requinte.
Este revestimento cerâmico é composto de feldspato, que é um silicato de alumínio contendo diferentes porções de cálcio, potássio e sódio. Durante o beneficiamento o feldspato é submetido a um processo de moagem que requer várias etapas, com o intuito de reduzir o tamanho da partícula, sendo que, neste processo é importante possuir desferrizadores magnéticos por duas razões: o primeiro motivo da presença de desferrizadores magnéticos é
que dependendo da região em que o feldspato é extraído, pode haver a presença de minério de ferro e a segunda razão advém do desgaste abrasivo sofrido pelas partes metálicas do moinho em contato com o feldspato.
Muitas vezes o porcelanato é tido como um revestimento nobre e de elevadíssima qualidade e, para alcançar esse nível de qualidade, é necessário a remoção de contaminantes que alteram a superfície de acabamento e a qualidade do produto como um todo. Caso esta contaminação por ferro não seja eliminada, a matéria prima é somente destinada à produção de porcelanato esmaltado, que tem menor valor de mercado. Esta contaminação é controlada
através de desferrizadores magnéticos, dotados de ímãs potentes, como por exemplo os ímãs de Neodímio. O desferrizador pode ser instalado sobre uma correia transportadora ou no final da esteira transportadora, conforme o modelo indicado para melhor atender a necessidade do processo.
Dependendo do grau de contaminação do feldspato, recomenda-se que este seja passado pelo desferrizador duas vezes, garantindo que, mesmo partículas muito pequenas de ferro sejam removidas. A grande vantagem destes equipamentos dotados de ímãs de neodímio é que eles não de pendem do fornecimento de eletricidade para o funcionamento, a vida útil destes ímãs ultrapassa 100 anos, desde que sejam respeitadas suas condições de uso,
como por exemplo, não expor os ímãs a elevadas temperaturas (temperatura de trabalho é indicada no manual do fabricante, conforme a composição do ímã), pois a temperatura em excesso pode diminuir a magnetização do imã ou até mesmo eliminar esta propriedade.

21 de fevereiro de 2018
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